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Conectar discute logística de entrega para aquisição de vacinas contra COVID-19

Diretoria do consórcio público de vacinas se reuniu nessa quinta-feira, 15, com representantes do Ministério da Saúde

Representantes da diretoria do Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras (Conectar), liderado pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), se reuniram com o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, para estruturar uma logística para compra e distribuição de vacinas contra a COVID-19 para municípios. O encontro foi na sede da pasta, em Brasília/DF, nessa quinta-feira, 15.

As tratativas para aquisição e distribuição de imunizantes, de acordo com o presidente do Conectar e prefeito de Florianópolis/SC, Gean Loureiro, serão à luz da Lei nº. 14.124/2021 e do Plano Nacional de Imunização (PNI).

A reunião em Brasília se deu após negociações do Conectar com o governo russo, por meio do Fundo Soberano Russo (RDIF), na terça-feira, 13. Na conversa virtual, foi discutida a aquisição de 30 milhões de doses da vacina Sputnik V. Dessas, 5 milhões poderiam ser enviadas já no primeiro semestre deste ano, entre maio e junho. Saiba mais.

Gean Loureiro garantiu que a proposta do maior consórcio público de vacinas brasileiro é somar esforços com o que já vem sendo feito por meio do PNI. “Não precisamos nem queremos concorrer com o governo federal, a gente quer fortalecer o governo federal. Os prefeitos e prefeitas são os maiores porta-vozes nas cidades, porque sabemos como é difícil uma informação precisa e correta chegar lá na ponta”, disse.

Parceria

Outra demanda dos prefeitos é a designação de uma pessoa do Ministério da Saúde para tratar diretamente com o Conectar. O presidente Gean Loureiro reforçou, durante a conversa, que “estamos sendo cautelosos, não queremos criar falsas expectativas” e que o objetivo das conversas com o governo federal é colher informações seguras sobre vacinação para “acalmar” as prefeituras brasileiras. Nesse sentido, o secretário-executivo do Ministério se disponibilizou para tratar com os prefeitos do consórcio na próxima semana, esclarecendo as dúvidas e possibilidades de atuação dos prefeitos e prefeitas para acelerar a vacinação em suas cidades.

A vice-presidente para a Região Norte – não capitais e prefeita de Abaetetuba/PA, Francineti Carvalho, afirmou que entende o momento difícil pelo qual o Brasil está passando e que acredita no esforço do Ministério da Saúde.

“Estamos aqui para entender as dificuldades que o país está enfrentando, porque não é fácil. A população, de modo geral, acha que comprar vacina é fácil. Queremos ser mais uma voz a dizer ‘não é fácil’, porque tem toda uma logística, é preciso paciência. E digo, prefeitas e prefeitos, que nós queremos estar juntos, a gente entende que esse é um momento de união”, comentou Francineti.

O titular do Conselho Fiscal e prefeito de Canoas/RS, Jairo Jorge, reforçou que a intenção do Consórcio, que representa cerca de 2 mil municípios brasileiros, é colaborar. “Nossa missão aqui é ajudar. Não é hora de disputa, é hora de união. O Conectar pode comprar outros insumos que não sejam vacinas. Por isso, não podemos ter uma ação competitiva, mas colaborativa, é um trabalho de convergência. Queremos vacinar todo mundo.”

Também estiveram presentes na reunião o vice-presidente para a Região Sul – não capitais do Conectar e prefeito de Cascavel/PR, Leonaldo Paranhos; e o vice-presidente para a Região Sudeste – não capitais e prefeito de Ribeirão Preto/SP, Duarte Nogueira.

Diretoria do Conectar apresenta primeiras conquistas

Em reunião realizada nessa terça-feira, 13, prefeitos se reuniram pela primeira vez após formalização do maior consórcio público para compra de vacinas do Brasil

A diretoria executiva do Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras (Conectar) realizou, nessa terça-feira, 13, a primeira reunião após sua instalação formal, em 29 de março. No encontro virtual, o presidente do Conectar e prefeito de Florianópolis/SC, Gean Loureiro, apresentou uma linha do tempo, reforçando a instalação em tempo recorde da iniciativa liderada pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), e as primeiras conquistas – entre elas, uma reunião com o Fundo Soberano Russo (RDIF) para negociação de 30 milhões de doses da Sputnik V.

O encontro entre membros do Consórcio e o representante russo se deu também nessa terça-feira, 13. A expectativa é de que o primeiro lote com até 5 milhões de imunizantes seja enviado entre maio e junho deste ano. As demais doses, segundo Loureiro, devem ser distribuídas de forma parcelada até o fim de 2021. Saiba mais.

“Temos hoje, de maneira concreta, uma oferta de 30 milhões de vacinas do governo russo. Mas estamos sendo cautelosos, um passo de cada vez. Não queremos criar falsas expectativas”, reforçou o presidente do Conectar.

Outra pauta adiantada por Gean Loureiro aos prefeitos da diretoria foi uma reunião com a Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, marcada para essa quinta-feira, 15. Entre os assuntos a serem discutidos com membros da pasta, estão a estruturação de uma logística adequada para compra e distribuição das vacinas para os municípios e a regulamentação da Lei 14.124/2021, que autoriza a compra de vacinas por entes federados.

Linha do tempo
O Conectar começou a ser desenhado ainda em fevereiro, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) autorizando a aquisição de imunizantes contra COVID-19 por estados e municípios. A iniciativa liderada pela FNP instituiu o Consórcio em um prazo recorde de um mês. Até o momento, cerca de 2 mil municípios já aderiram ao movimento, que representa cerca de 2/3 das cidades do país e mais de 135 milhões de brasileiros. O Conectar já recebeu a doação de R$ 4 milhões do grupo Natura para aquisição de vacinas e/ou medicamentos e insumos. A linha do tempo completa também pode ser vista aqui.

Instituído em 29 de março, o Conectar acumula importantes avanços, como reunião realizada no dia 8 de abril com a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), para definir mudanças no critério na distribuição de vacina pelo Covax Facility e um apoio internacional no combate à pandemia.

Os representantes do maior consórcio brasileiro também já se reuniram com membros do Instituto Butantan, responsável pela produção da CoronaVac. O Butantan tem um contrato assinado com o governo federal para produção de 100 milhões de doses até agosto, segundo Loureiro. Após esse período, existe uma possibilidade de o Instituto firmar parceria para produção e distribuição de vacinas para municípios via Consórcio.

Outra tratativa é a assinatura de um Termo de Cooperação com o Consórcio Nordeste, que reúne governadores da região. Um dos objetivos é o apoio dos governantes na aquisição de insumos de saúde para os municípios consorciados do Conectar, com base em pesquisa enviada no último dia 8 de abril.

Após apresentar algumas das ações já implementadas pelo Conectar, Gean Loureiro reforçou a importância de que tais avanços cheguem aos ouvidos da população. “É preciso divulgar o trabalho que está sendo feito pelos prefeitos por meio do Conectar.”

Conectar negocia 30 milhões de doses de vacina Sputnik V

Expectativa do Consórcio liderado pela FNP é de que 30 milhões de doses cheguem ao Brasil até dezembro

O Consórcio Conectar deu continuidade, nesta terça-feira, 13, a tratativas para a compra de vacinas Sputnik V. O presidente do Consórcio, Gean Loureiro, prefeito de Florianópolis/SC, manifestou a representantes do Fundo Soberano Russo (RDIF) o interesse pela aquisição de 30 milhões de doses, via Consórcio.

Os embarques podem ser iniciados três semanas após a assinatura de contrato, que deve ocorrer ainda no mês de abril, e a aprovação pela Anvisa, que já tem visita de inspeção agendada para o próximo dia 19, sendo concluída, possivelmente, até o final do mês.

O primeiro lote, com até cinco milhões de doses, deve ser enviado entre maio e junho e as outras 25 milhões de doses devem chegar ao solo brasileiro até dezembro deste ano. Na quinta-feira, 15, Loureiro participa de uma reunião com o Ministério da Saúde para alinhar como se dará a forma de aquisição e distribuição de vacinas, uma vez que a lei 14.124/2021, que autoriza a compra de vacinas por entes federados, ainda não está regulamentada pelo Ministério da Saúde.

Conectar
Iniciativa liderada pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), o Consórcio Conectar foi instituído em um prazo recorde de um mês. Até o momento, quase 2 mil municípios já aderiram ao movimento, que representa cerca de 2/3 da população. O Conectar já recebeu a doação de R$ 4 milhões do grupo Natura para aquisição de vacinas e/ou medicamentos e insumos.

Além de tratativas com o laboratório que produz vacinas Sputnik V, o Consórcio também está em contato com outras organizações, como a OPAS/OMS pedindo apoio internacional para o enfrentamento à pandemia no Brasil, com a solicitação, inclusive, de 10 milhões de doses dos EUA.

OMS defende mudança de critério na distribuição de vacina pelo Covax Facility

Em reunião com o Consórcio Conectar, representante da OPAS no Brasil afirmou que a região das Américas precisa ser priorizada

“Temos tido a oportunidade de falar com diferentes organizações, compilado informações e advogado por mais vacinas para as Américas e para o Brasil”. A afirmação foi feita por Socorro Gross, representante da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil, em reunião com a diretoria do Consórcio Conectar, nesta quinta-feira, 8.

De acordo com Gross, a OPAS tem defendido, inclusive em reuniões com a Embaixada dos EUA, que o Brasil precisa urgentemente das vacinas. Segundo ela, de cada 10 mortes por COVID-19 a nível global, quatro estão registradas no Brasil. “Somos países de renda média, mas temos agora a pandemia”, disse em referência aos critérios do Covax Facility, mecanismo internacional que tem como objetivo garantir a distribuição de imunizantes a países em desenvolvimento.

Para a representante da OPAS, a união é que o que pode fazer a diferença nesse momento e, nesse sentido, tem reforçado a posição, junto ao governo dos EUA, a respeito da situação do Brasil e de outros países da América. “Já solicitamos o empréstimo ou doação de 3 milhões de vacinas urgentes para o Brasil para poder atingir parte da população vulnerável, que precisa hoje da vacina”, declarou.

O presidente do Conectar, Gean Loureiro, prefeito de Florianópolis/SC, reforçou o escopo Consórcio que, atualmente, tem a adesão de 2600 municípios, representando uma população estimada de 150 milhões de brasileiros. “É a grande referência municipal para falar de vacina no Brasil”, defendeu. À Socorro Gross, o governante municipal reforçou a importância do auxílio da OPAS e OMS na intermediação de contatos com laboratórios.

Para Loureiro, toda informação sobre Covax Facility e previsões de entregas são importantes. “Quero trazer a mensagem da nossa preocupação em poder efetivamente acelerar a vacinação em nosso país. A grande maioria das capitais estão praticamente sem doses para primeira fase de vacinação. Queremos garantir que o Programa Nacional de Imunizações (PNI) tenha outra velocidade e outra programação”, salientou.

Gross afirmou que a OPAS/OMS quer ter uma parceria forte com o Conectar. “Vamos apoiar a compra de vacinas do Brasil e podemos fazer um trabalho muito bom”. A médica disse que irá compartilhar informações sobre vacinas pré-qualificadas, dados de preços de vacinas e de insumos que municípios podem precisar. “Parabenizamos o esforço da FNP para o combate a pandemia que, nesse momento, está focada nas Américas”.

Sobre a priorização dessa região na distribuição de vacinas, a secretária de Relações Internacionais de São Paulo/SP, Marta Suplicy, reforçou que “hoje somos um país pobre em vacina” e que o critério “tem que ser a vida”. A secretária participou da reunião representando o prefeito Bruno Covas, vice-presidente de Cooperação Internacional do Consórcio Conectar.

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